Um novo olhar sobre Wilson Baptista
Política

Um novo olhar sobre Wilson Baptista



Obra do sambista é resgatada em CD duplo, peça e biografia a ser lançada
POR KAMILLE VIOLA
Do:odia.terra.com.br

"Rio - Ele compôs mais de 600 sambas, mas hoje, quando é lembrado, é pela polêmica com Noel Rosa, com quem trocou farpas através de sambas. Um período curto na extensa obra de Wilson Batista, artista cuja memória o pesquisador Rodrigo Alzuguir batalha para resgatar.

“A polêmica com o Noel acabou ajudando o Wilson a continuar conhecido para as gerações mais recentes, mas ele acabou ficando quase como um vilão da história”, explica Rodrigo, de 38 anos. “Ele nem tinha a pretensão de que aqueles sambas fossem gravados, eram piadas. E não devemos esquecer que quem começou com as provocações foi o Noel. Nos anos 70, o Paulinho da Viola disse em um especial da Globo que, para ele, o Wilson é o maior sambista brasileiro”, lembra.

A pesquisa envolve três projetos: um musical no teatro (apresentado ano passado e este ano), homônimo ao CD duplo que sai agora pela Biscoito Fino, ‘O Samba Carioca de Wilson Baptista’. O terceiro é a biografia do artista, que Rodrigo pretende terminar ano que vem, a tempo do centenário de nascimento de Wilson, em 2013.

O primeiro disco, ‘Reserva Especial’, traz 29 faixas, cantadas por nomes como Mart’nália, Elza Soares, Teresa Cristina e Wilson das Neves, entre outros, além do próprio Wilson Batista, que gravou ‘Transplante de Coração’, sua última composição, poucos dias antes de morrer, aos 55 anos. “É com muita alegria que participo de um projeto bonito como esse, que traz à tona um de nossos maiores compositores e sambistas”, elogia a paulista Céu.

Já o segundo CD, ‘Espetáculo’, é o roteiro do musical ‘O Samba Carioca de Wilson Baptista’, escrita por Rodrigo Alzuguir e Cláudia Ventura, que também interpretam as canções. “O Wilson tinha uma visão de mundo muito particular e traduzia isso de forma intensa na música. Foi curioso contar a história dele na peça através dos sambas. É quase um ‘áudio-retrato’”, analisa o autor.

“Ele fala de vários tipos cariocas da década de 30 à de 60. E foge de temas típicos do samba. O morro, por exemplo: fez músicas dizendo que o samba não tem lugar. Com a família, brincava que não ia subir morro para não sujar o paletó”, conta.

Wilson Baptista nasceu em Campos, em 3 de julho de 1913. Veio para o Rio fugido dos pais, passou fome. Em seu auge, viajou à Europa. Mas teve fim triste. “Morreu no ostracismo, ferrado de grana, doente, não teve o menor impacto na mídia”, lamenta Rodrigo."



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