Política
neo-keynesianismo militar
o Público da última sexta feira dia 6
confundiu a notícia sobre a General Motors com o emblema da General Electric.é curioso como já nos primórdios da
época do New Deal, os próprios norte-americanos se baralhavam com o nome dos CEO`s das duas multinacionais: confundiam o Charles E. Wilson presidente da General Electric e chefe executivo do Departamento de Produção de Material de Guerra com Charles Erwin Wilson, presidente da General Motors e Secretário da Defesa do presidente Dwight "Why We Fight"
Eisenhower. Até arranjaram um trocadilho para separar o inseparável: um passou a ser conhecido pelo "General Electric Wilson" e o outro por "General Motors Wilson".A confusão não é inocente.
Ambas as companhias são peças chave na indústria militar. E mal seria que não se percebesse que a actual
crise da GM é provocada pela financiarização do grupo, que torna subsidiários inúmeros fabricantes em todo o mundo, ao mesmo tempo que abandona o fabrico próprio de veículos para civis; a GM está em franco processo de reconversão para o fabrico preferencial de
veículos militares onde já atinge o 4º lugar no ranking de fornecedores às forças armadas (depois da Lockheed Martin, Northrop Corp. e Boeing (aviação)
dados de 2007.
Aliás,
é pelo keynesiamismo militar que se explica muito da crise que as novas roupagens do imperialismo soft-power colocou em cenaAdenda: 19.09 hNos últimos dois exercícios
Bush propôs ao Congresso o orçamento anual para a Defesa de
$419.3 biliões de dólares, verba que, com reforços suplementares, no último ano atingiu
US$513 biliões. Com o novo orçamento proposto por Obama, novamente com o recurso a suplementos para pagar o constante aumento de custo das guerras, estima-se que
em 2010 o orçamento atinja
US$739 biliões para o impropriamente chamado “Departamento da Defesa”; melhor seria se se chamasse “do Ataque”. Mas, embora considerem que a crise económica só atingirá o Pentágono em 2011,
a volumosa quadrilha de advogados que faz lobie pelos negócios da guerra em Washington avisa Obama dos “inconvenientes desta política de corte de despesas”.
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